Tem um blog sobre maternidade que curto muito....ele não tem postagens diárias, mas todas são muito inteligentes e pertinentes...Deve ser por a dona do Blog ser psicóloga perinatal...
Esse texto é seu último e eu me identifiquei muuuito com ele....Hoje os gêmeos estão quase com 14 meses e eu vejo que nos últimos 10 meses eu e eles vivemos eu para eles e eles totalmente dependentes de mim e nos conhecendo e nos "fundindo" e apesar de ser difícil, cansativo e totalmente altruísta porque você deixa toda a sua vida de lado, toda você para ser somente a mãe deles...
Eu acho essa fase nova, que nos encontramos agora, do começar a se ver como indivíduo, bem mais cansativa e que exige uma dedicação ainda maior de mim, eles exigem de mim, querem a minha presença, querem atenção, precisam que brinquemos junto....Na verdade desde que eles nasceram e eu virei mãe full time eu vejo que o trabalho só muda...ele nunca diminui...
Vamos ao texto:
Caracteriza-se por um período onde ocorre uma fusão emocional entre a mãe e o bebê. É um estado onde há um campo emocional compartilhado entre os dois.
Esta é a condição que possibilita à mãe uma ligação profunda e sensível com o seu bebê, suas demandas e características, e que a torna mais permeável à possibilidade de decifrar o bebê.
Estar fusionado emocionalmente significa estabelecer uma conexão onde a mãe se torna a “mãe-bebê” e o bebê se torna o “bebê-mãe”. As emoções de ambos circulam livremente entre eles, aonde aquilo que parte das necessidades emocionais do bebê chega ao campo emocional da mãe, e vice-versa. O que é de um deles passa a ser do outro.
Assim, além dos pedidos emocionais de cada um, circulam neste campo as angústias, os medos, as inseguranças, as alegrias, as conquistas, a excitação e a ansiedade.
O bebê está vivendo um período de intensa adaptação ao mundo externo, que é muito diferente daquele a que estava acostumado no útero materno. Agora ele está fisicamente separado e precisa funcionar de modo independente do corpo da mãe. Há um tempo de construção onde será constituído o ser, mas por hora o bebê é um com o outro.
A mãe vive, ao mesmo tempo, um período onde há um sentimento de perda de identidade e de estar “enlouquecida” por perder as referências anteriores. Frente às intensas mudanças, a mãe precisa, aos poucos, construir o novo papel, com novas referências.
Com a fusão emocional vem a possibilidade do contato com a sombra materna, aqueles aspectos da vida emocional com os quais a mãe não pode lidar, por suas questões pessoais, e que agora podem ser sentidos, vistos, reconhecidos e servirem de caminho para o seu autodesenvolvimento.
Como mãe e bebê partilham do mesmo campo emocional, ele também entra em contato com a sombra da mãe, e a sente como sendo sua também. Expressa em si mesmo, em seu corpo, as emoções da mãe. Quando um bebê chora angustiadamente, não podemos afirmar se chora por ele ou por uma condição emocional da mãe.
O período da fusão emocional entre mãe-bebê dura em torno de nove meses, onde parece acontecer uma outra gestação, a gestação de uma nova identidade materna e de um bebê cada vez mais autônomo. Mas esse processo está relacionado a outro, que é o de “des-envolvimento” do bebê.
Na fase da fusão emocional o envolvimento é necessário para criar essa outra condição de “des-envolvido”. É a fusão que favorece esse processo.
Por outro lado, há certo desligamento natural das coisas que não são desse mundo fusional. O pai pode sentir esse momento como sendo colocado para fora dessa relação, tanto com a mãe, como com o bebê. O que de certa maneira é real, pois a fusão pertence, neste momento inicial, à relação da mãe com o bebê. O pai pode se transformar em um ser fusional com o bebê em um segundo momento.
Assim, é natural quem ocorram todas essas modificações, tanto físicas, como emocionais e relacionais, no momento em que uma família recebe um bebê!
Todos necessitam de acolhimento, continência e tempo para acomodarem sua nova condição.
E aqueles que fazem parte da rede sistêmica e social desta nova família, também precisam ter consciência e conhecimento desta nova fase. Julgamentos e falta de um olhar íntimo para as novas dinâmicas, não ajudam e ainda podem ser determinantes na condução de situações desafiadoras e difíceis.
Fica a dica!
Por uma educação pré-natal, com consciência e amorosidade!
Grata, até a próxima!





