quarta-feira, 21 de maio de 2014

Fusão mamãe e bebê

Tem um blog sobre maternidade que curto muito....ele não tem postagens diárias, mas todas são muito inteligentes e pertinentes...Deve ser por a dona do Blog ser psicóloga perinatal...

Esse texto é seu último e eu me identifiquei muuuito com ele....Hoje os gêmeos estão quase com 14 meses e eu vejo que nos últimos 10 meses eu e eles vivemos eu para eles e eles totalmente dependentes de mim e nos conhecendo e nos "fundindo" e apesar de ser difícil, cansativo e totalmente altruísta porque você deixa toda a sua vida de lado, toda você para ser somente a mãe deles...
Eu acho essa fase nova, que nos encontramos agora, do  começar a se ver como indivíduo, bem mais cansativa e que exige uma dedicação ainda maior de mim, eles exigem de mim, querem a minha presença, querem atenção, precisam que brinquemos junto....Na verdade desde que eles nasceram e eu virei mãe full time eu vejo que o trabalho só muda...ele nunca diminui...



Vamos ao texto:


O pós-parto é um período onde há intensas mudanças emocionais na vida da mulher/mãe. Além das alterações físicas e hormonais, vividas desde a gestação, o pós-parto traduz-se em uma fase de grande sensibilidade.

Caracteriza-se por um período onde ocorre uma fusão emocional entre a mãe e o bebê. É um estado onde há um campo emocional compartilhado entre os dois.

Esta é a condição que possibilita à mãe uma ligação profunda e sensível com o seu bebê, suas demandas e características, e que a torna mais permeável à possibilidade de decifrar o bebê.

Estar fusionado emocionalmente significa estabelecer uma conexão onde a mãe se torna a “mãe-bebê” e o bebê se torna o “bebê-mãe”. As emoções de ambos circulam livremente entre eles, aonde aquilo que parte das necessidades emocionais do bebê chega ao campo emocional da mãe, e vice-versa. O que é de um deles passa a ser do outro.

Assim, além dos pedidos emocionais de cada um, circulam neste campo as angústias, os medos, as inseguranças, as alegrias, as conquistas, a excitação e a ansiedade.

O bebê está vivendo um período de intensa adaptação ao mundo externo, que é muito diferente daquele a que estava acostumado no útero materno. Agora ele está fisicamente separado e precisa funcionar de modo independente do corpo da mãe. Há um tempo de construção onde será constituído o ser, mas por hora o bebê é um com o outro.

A mãe vive, ao mesmo tempo, um período onde há um sentimento de perda de identidade e de estar “enlouquecida” por perder as referências anteriores.  Frente às intensas mudanças, a mãe precisa, aos poucos, construir o novo papel, com novas referências.

Com a fusão emocional vem a possibilidade do contato com a sombra materna, aqueles aspectos da vida emocional com os quais a mãe não pode lidar, por suas questões pessoais, e que agora podem ser sentidos, vistos, reconhecidos e servirem de caminho para o seu autodesenvolvimento.

Como mãe e bebê partilham do mesmo campo emocional, ele também entra em contato com a sombra da mãe, e a sente como sendo sua também. Expressa em si mesmo, em seu corpo, as emoções da mãe. Quando um bebê chora angustiadamente, não podemos afirmar se chora por ele ou por uma condição emocional da mãe.

O período da fusão emocional entre mãe-bebê dura em torno de nove meses, onde parece acontecer uma outra gestação, a gestação de uma nova identidade materna e de um bebê cada vez mais autônomo. Mas esse processo está relacionado a outro, que é o de “des-envolvimento” do bebê.

Na fase da fusão emocional o envolvimento é necessário para criar essa outra condição de “des-envolvido”. É a fusão que favorece esse processo.

Por outro lado, há certo desligamento natural das coisas que não são desse mundo fusional. O pai pode sentir esse momento como sendo colocado para fora dessa relação, tanto com a mãe, como com o bebê. O que de certa maneira é real, pois a fusão pertence, neste momento inicial, à relação da mãe com o bebê. O pai pode se transformar em um ser fusional com o bebê em um segundo momento. 

Assim, é natural quem ocorram todas essas modificações, tanto físicas, como emocionais e relacionais, no momento em que uma família recebe um bebê!

Todos necessitam de acolhimento, continência e tempo para acomodarem sua nova condição.
E aqueles que fazem parte da rede sistêmica e social desta nova família, também precisam ter consciência e conhecimento desta nova fase. Julgamentos e falta de um olhar íntimo para as novas dinâmicas, não ajudam e ainda podem ser determinantes na condução de situações desafiadoras e difíceis.

Fica a dica!
Por uma educação pré-natal, com consciência e amorosidade!
Grata, até a próxima!



Rosângele Monteiro Psicóloga Perinatal e Terapeuta Sistêmica de FamíliasGestantes, Pós-parto, Mãe-Bebê-FamíliaAdolescentes, Casais e FamíliasCoordenadora do Ninho Materno - Maternidade, família e infância.www.rosangeleprado.blogspot.comwww.facebook.com/NinhoMaterno

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Em comemoração ao dia das Mães...

Olá

Em comemoração ao nosso segundo dia das mães fizemos uma sessão de fotos em estúdio, dessa vez papai participou também.

E no dia das mães eu recebi um texto lindo e verdadeiro sobre a maternidade de uma mamãe dose dupla como eu, que eu não conheço pessoalmente...Mas que em uma rápida conversa pelo chat do Facebook a 2 anos atrás me passou informações sobre o médico que havia feito seu tratamento para engravidar, que era o mesmo que eu tinha procurado e me relatou que o tratamento dela havia dado certo na primeira tentativa e ela tinha um casal de gêmeos...Ali decidi que eu realmente continuaria com aquele médico....E....10 meses depois eu também tinha o meu casal de gêmeos....resultado da primeira tentativa  com sucesso!

Vamos ao texto de Cris Guerra...

Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.


Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte – mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho – alguém está?Mente quem diz que mãe sente menos dor – pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê – ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar – cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. “Como esse menino cresceu”, ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta.Já os filhos, ah… Filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa – e mais urgente.Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: “É por ali, filho, naquela direção”.



Enfim....perfeito! Eu ainda não entrei na fase de conseguir ler um livro, ou de adormecer lendo....na verdade eu nem consigo ver televisão!!! 
Eu abri mão da minha carreira e do meu negócio para ser mãe full time por dois anos, o que no começo foi um pouco frustrante....mas após alguns meses eu simplesmente não me vejo mais fazendo o que eu fazia antes...Eu realmente sou uma nova mulher...Eu me reinventei nesse ano que passou e vou ter que me reinventar no ano que vêm quando pretendo voltar ao mercado de trabalho, mãe de dois filhos que irão para a escolinha pela primeira vez, administradora do lar e esposa...


Ah...algumas fotos do nosso ensaio...