quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Mães de Prematuros

Mãe teimosa lambendo sua cria
Outro dia li e publiquei um texto no facebook sobre como Deus escolhe as mães de prematuros...
Entre muitas coisas que dizia o texto eu acrescento que Deus escolhe as teimosas...hehehe.
E eu devo ser muito teimosa realmente porque Deus me deu 2 prematuros juntosaomesmotempotudomisturado ... E nesses 20 meses de vida deles eu já comprei briga com uma instituição inteira, com um médico e sigo adiante acreditando no meu feeling, nas minhas observações, nas minhas percepções deles e do desenvolvimento singular deles...
Deus escolhe as guerreiras, as que "tem peito" de enfrentar tudo e todos e seguir com suas convicções para ser mães de seres especiais...
Eu não fui escolhida para ser mãe de um filho especial...Não sou tão teimosa e tão "peituda" para isso...
Mas sei que serei a eterna mãe chata que vai comprar muita briga pela vida defendendo a cria...
E sim eu tenho consciência que já presenciei muitos milagres nesses meus meses de mãe e sei que ainda presenciarei muitos mais... E para mim nada na vida deles é um simples passo...tudo é uma conquista celebrada ... Assim como eu insisto em celebrar mês a mês a vida deles...

O lindo texto que falei:

Como as ‘Mães Prematuras’ são Escolhidas”
“Você já se perguntou como as mães de bebês prematuros são escolhidas?De alguma forma eu visualizo Deus pairando sobre a Terra, selecionando seus instrumentos de propagação, com grande cuidado e deliberação. Assim como Ele observa, Ele instrui um de seus anjos para fazer anotações em um grande livro.“Armstrong, Beth … dê a essa mulher um filho. Rutledge, Carrie, dê a essa outra gêmeos”. Finalmente Ele passa um nome para o anjo e diz: “Dê-lhe um prematuro”. O anjo fica curioso. “Por que esta, Deus? Ela é tão feliz”. “Exatamente”, sorri Deus. “Como eu poderia dar um prematuro a uma mãe que não conhece o riso? Isso seria cruel”.“Mas ela tem a paciência?”, pergunta o anjo. Deus responde: “Eu não quero que ela tenha paciência demais ou ela vai se afogar num mar de auto-piedade e desespero. Quando o choque e o ressentimento passarem, ela vai lidar com isso muito bem”.“Eu a vi hoje. Ela tem aquele sentimento de independência tão necessário para uma mãe. Veja, a criança que vou lhe dar terá seu próprio mundo. Ela vai ter que fazê-lo viver no dela, e isso não vai ser fácil”.“Mas Senhor, eu não tenho certeza de que ela realmente acredita em você.” Deus sorri “Não importa. Eu posso consertar isso. Esta é perfeita! Ela possui o egoísmo exato”.O anjo engasga-se… “Egoísmo? Isto é uma virtude?”. Deus balança a cabeça, “Se ela não conseguir se separar da criança de vez em quando, ela nunca vai sobreviver. Sim, aqui está a mulher a quem eu vou abençoar com uma criança que é menos do que perfeita. Ela não percebe isso ainda, mas ela será invejada. Ela nunca irá admitir que um único dia seja um dia qualquer. Ela nunca irá considerar um passo de sua vida um simples passo. Quando sua criança disser “mamãe” pela primeira vez, ela estará presenciando um milagre, e saberá disso. ”“Ela nunca vai estar sozinha. Eu estarei ao seu lado a cada minuto de cada dia de sua vida, porque ela estará fazendo meu trabalho, tão certo como o fato de que ela também está aqui do meu lado. ”“E o Santo padroeiro desta mulher, Senhor, quem será?”, pergunta o anjo. Deus sorri, “Um espelho para ela será o suficiente”…Livre tradução e adaptação de “How Preemie Moms are Chosen”, autor desconhecido.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Presentes especiais para Cecília

Vovó Lina e Omalica viajaram para Europa e iniciaram uma coleção de bonecas de porcelana do mundo para Cecília. Omalica trouxe uma da Alemanha e Vovó Lina da Austria.
E vovó Regina colocou seus dotes em prática e costurou uma linda mala em pachtwork ....
Esse segundo dia das crianças foi com presentes especiais....

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Cecília conta até três

Faz uma semana mais ou menos que Cecília tem um dialeto próprio e passa o dia inteiro resmungando....resmungando coisas incompreensíveis....
Hoje Cecília contou até três com o incentivo da vovó Regina....
Fizemos um vídeo a noite, dela e seu dialeto e mamãe incentivando o contar até três...Uma fofura!!!

Enfim, hoje foi um dia de conquistas!


Brincando de carrinho

Hoje foi a primeira vez que Guilhermo resolveu brincar de carrinho por conta própria....
De manhã cedo, desde bebê ele é o primeiro a acordar na casa, junto com a gata Joaquina por volta das 6:30h ... 7h eles estão acordados e de super bom humor!!
Então, ele acordou e depois de socar muito a sua cara na cara da mamãe, esse é o modo gostoso dele de dizer bom dia, ele foi até a brinquedoteca buscou esse carrinho e ficou brincando!
Estamos virando menininho...


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

18 meses

    Hoje completamos 1 ano e meio.....eles de vida e eu de nova vida....18 meses que sou mamãe...
    Estamos sozinhos os 3 por 24h do dia todos os dias de terça até sexta dessa semana pela primeira vez nesse tempo....e isso me fez ficar além de desesperada com frio na barriga no começo...um tanto nostálgica. Me peguei pensando e repensando em tudo tudo que aconteceu nesse um ano e meio de maternidade real, mais a minha gravidez.....relembrando todos os momentos loucos e insanos dos primeiros dias e meses....pensando em como eu me permiti e permiti a eles estarmos juntos, em conexão crescente....em como eu literalmente me despi de tudo que fui e me joguei de cabeça na maternidade e a cada dia fomos aprendendo juntos e  surgindo e ressurgindo novos seres...
   Olhando fotos e vídeos eu vejo tudo o que passamos, tudo o que percorremos, olho  e em todas as fotos eu tenho super olheiras e uma expressão, um sorriso, um brilho no olhar que revela o misto de satisfação, alegria e cansaço que eu vivi e de certa forma ainda vivo até hoje. Eu sempre digo que a loucura nunca acaba, o trabalho nunca diminui, ele muda...mas a gente se acostuma com a nova rotina e o corpo padece menos....cansa menos e entende que dormir de 4 a 6 horas diárias é o novo "modus operanti"....Tanto é que eu não sei mais acordar as 9h....não importa se eles acordam ou não, se é domingo ou segunda....as 7:30 eu estou acordada....mesmo que fique enrolando na cama...
    Eu estou atrasada no post sobre andar...e tenho vídeos que registraram esses primeiros momentos dos dois....e sim eu vou atualizar isso.
  Estamos em uma fase gostosa....damos gargalhadas, andamos pela casa toda....interagimos muito, fizemos algumas birras para lutar pelo que acreditamos...brigamos por brinquedos e Guilhermo tenta insistentemente abraçar a irmã de um jeito todo ogro e só dele de ser... E ela? Ela chora que se acaba porque se sente mais atacada do que amada....hehehehhe.
  Falamos pouco, ainda estamos no mamã e dadai....mas Cecília diz um Oooooiiiii encantador e contagiante! Com um sorriso largo e sempre alegre ela adora usar colares e pulseiras....e continua extremamente feminina e delicada....toda toda menina. Totalmente Lady.
  Guilhermo por sua vez tem a gargalhada mais larga e alta que um bebê pode ter....mas a goela também é grande quando quer chorar seja por indignação, cansaço, desespero ou FOME! Tem muito, muito amor pra dar, adora um colo, um abraço, um chamego, um cheiro e dormir de conchinha é com ele mesmo!
  Estamos adorando cada vez mais a praia, o que tem feito papai e mamãe irem aos finais de semana quase sempre para Itapema na casa de praia da vovó...e cogitar muito muito fortemente, cada vez mais, a nossa idéia de anos de nos mudarmos para lá....em busca de qualidade de vida para nós e agora para os filhotes também.
  Comemos sozinhos quase que todo o almoço, mas mamãe ainda ajuda para não ter muita sujeirada....e enrolação....
 ADORAMOS tomar banho juntos....olhamos um para o outro cheios de empolgação quando o banho vai ser de dupla e não individual....e por insistência da mamãe na maioria das vezes tem sido....
  Os encaixes ainda nos fascinam....bem como os instrumentos musicais e agora: OS LIVROS!!! Mamãe ama essa parte.....Cecília fica completamente fascinada quando vê um livro na sua frente e principalmente se a mamãe está com ele na mão para ler....inclusive ela acompanha as leituras da mamãe deitando no ombro e ficando coladinha enquanto mamãe lê seus livros....
  Alias, voltar a ler mesmo que muito devagar....e nem sempre todos os dias foi a melhor conquista pessoal da mamãe desse último mês....não sinto falta de TV, não sinto falta de sair, de socializar.....mas eu sinto muitas, muitas saudades dos meus livros!!! E agora consegui retomar esse lado, mesmo que somente conseguindo ler um livro por vez (eu costumava ler no mínimo dois ao mesmo tempo) e sendo que esse um não é de lazer mas sim de trabalho....que no momento é ler sobre maternidade e filhos...
  Enfim como disse outro dia, esse lance de maternidade fica cada dia melhor!! E com certeza me fez e faz uma pessoa melhor a cada dia!
  Cecília e Guilhermo são o encontrar daquilo que eu nem sabia que buscava...





sexta-feira, 27 de junho de 2014

E-mail

Na foto temos 3 meses...a um ano atrás.
A uns dias atrás eu recebi um e-mail de uma desconhecida que leu meu relato sobre Endometriose no blog "A Endometriose e Eu" e chegou aqui no meu espaço...
Recebo e-mails de endomulheres semanalmente...respondo sempre! Sempre! Sempre! Pois sei muito bem o que é conviver com a doença por anos e não saber aonde buscar ajuda. Nem nos momentos mais insanos da maternidade gemelar eu deixei de responder...
Mas esse e-mail me fez feliz de uma forma diferente, não só por eu poder ajudar de uma certa forma falando sobre os meus médicos, tratamentos e experiência...mas por ter recebido o primeiro elogio aos meus textos aqui...Fiquei imensamente feliz e me achando mesmo...

Giovana....obrigada pelo elogio, aos textos e a minha forma de "ser mãe"!

Adorei saber que não sou uma mãe de comercial de margarina....hehehe.

Segue o e-mail:


Olá cara Sabrina !   :<)

O meu nome é Giovana, moro em Floripa e li num blog a respeito do seu tratamento de endometriose e através deste relato cheguei ao seu blog, onde relata o dia-a-dia com os seus babies, que são muito lindos e fofos.   ;<)
Com certeza você é fonte de inspiração, força e coragem para muitas mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar; obrigada por compartilhar suas experiências de forma tão sincera, clara e realista.

Gosto do seu jeito de escrever - são textos que inspiram, encorajam e ao mesmo tempo mostram a real de ser mamãe (não aquelas "mamães de comercial" que nunca enfrentam problemas e estão sempre sorrindo - e, diga-se de passagem, não correspondem nem um pouco à realidade).
Parabéns e continue escrevendo !   ;<)

Se não for incômodo pra você responder, eu gostaria de saber onde você fez o seu tratamento de FIV e se conseguiu logo na primeira tentativa.
Eu agradeço.

Um abraço e votos de muitas felicidades para você e para a sua abençoada família./ Giovana.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Maternagem


MATERNAGEM
“... alguém que se ama, que tem segurança de seus sentimentos, está mais preparado para ajudar a criança a desenvolver sua auto-estima.”
(Gostando mais de nós mesmos, 1999)
Nossa mais nova maneira de fazer a cama compartilhada: acampamento na sala com direito a participação da gata Joaquina na cama compartilhada.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

14 meses

Incrível mas passaram-se 14 meses daquela madrugada em que a bolsa rompeu e eu fui as pressas para o PS da Maternidade...
Depois que temos filhos a vida anda muito rápido...muito! Os dias passam voando, logo chega sexta-feira e quando você vê passou mais um mês....e aí já estamos na metade do ano e logo o final do ano está aí...

Esse último mês foi TOTALMENTE dedicado a brincadeiras de estimulação com os gêmeos... Tive uma conversa com as profissionais da Uni Duni Tê bem no início de maio e de lá saí cheia de idéias e fui buscar mais coisas na internet e tivemos ótimos resultados com os pequenos...Mas os meus dias que já eram totalmente tomados por eles ficaram ainda mais....Enfim tem muitos dias que eu penso: nossa ainda não fui ao banheiro hoje....e assim vamos.

Mas todas as conquistas valem a pena!

Cecília:

  •  Brinquedos de encaixe interessam cada vez mais;
  • Dá 5 a 6 passinhos sozinha, fica em pé sem apoio por mais de 10 segundos e fica extremamente empolgada quando fazemos festa pelas conquistas;
  • Continua nas mesmas palavrinhas de sempre....Mas resmunga bem mais e muitas vezes "canta" para dormir;
  • Está cada vez mais cabeluda;



Guilhermo:
  • Conseguimos prender a atenção do moço por mais do que 1segundo!!! Super vitória para a mamãe que tinha um garotinho totalmente disperso e um tanto bebezão;
  • Começou a se interessar pelos brinquedos de encaixe;
  • Mamã é a palavra predileta e um dia papai ouviu um Mamãeeee completo!!!
  • Dá 10 passinhos sozinho, cai, levanta e sai andando mais alguns passinhos, acho que ainda não se soltou e saiu andando por estar um pouco inseguro;
  • Fomos no Hospital do Pulmão e começamos um pequeno tratamento para prevenir as doencinhas respiratórias no inverno.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Fusão mamãe e bebê

Tem um blog sobre maternidade que curto muito....ele não tem postagens diárias, mas todas são muito inteligentes e pertinentes...Deve ser por a dona do Blog ser psicóloga perinatal...

Esse texto é seu último e eu me identifiquei muuuito com ele....Hoje os gêmeos estão quase com 14 meses e eu vejo que nos últimos 10 meses eu e eles vivemos eu para eles e eles totalmente dependentes de mim e nos conhecendo e nos "fundindo" e apesar de ser difícil, cansativo e totalmente altruísta porque você deixa toda a sua vida de lado, toda você para ser somente a mãe deles...
Eu acho essa fase nova, que nos encontramos agora, do  começar a se ver como indivíduo, bem mais cansativa e que exige uma dedicação ainda maior de mim, eles exigem de mim, querem a minha presença, querem atenção, precisam que brinquemos junto....Na verdade desde que eles nasceram e eu virei mãe full time eu vejo que o trabalho só muda...ele nunca diminui...



Vamos ao texto:


O pós-parto é um período onde há intensas mudanças emocionais na vida da mulher/mãe. Além das alterações físicas e hormonais, vividas desde a gestação, o pós-parto traduz-se em uma fase de grande sensibilidade.

Caracteriza-se por um período onde ocorre uma fusão emocional entre a mãe e o bebê. É um estado onde há um campo emocional compartilhado entre os dois.

Esta é a condição que possibilita à mãe uma ligação profunda e sensível com o seu bebê, suas demandas e características, e que a torna mais permeável à possibilidade de decifrar o bebê.

Estar fusionado emocionalmente significa estabelecer uma conexão onde a mãe se torna a “mãe-bebê” e o bebê se torna o “bebê-mãe”. As emoções de ambos circulam livremente entre eles, aonde aquilo que parte das necessidades emocionais do bebê chega ao campo emocional da mãe, e vice-versa. O que é de um deles passa a ser do outro.

Assim, além dos pedidos emocionais de cada um, circulam neste campo as angústias, os medos, as inseguranças, as alegrias, as conquistas, a excitação e a ansiedade.

O bebê está vivendo um período de intensa adaptação ao mundo externo, que é muito diferente daquele a que estava acostumado no útero materno. Agora ele está fisicamente separado e precisa funcionar de modo independente do corpo da mãe. Há um tempo de construção onde será constituído o ser, mas por hora o bebê é um com o outro.

A mãe vive, ao mesmo tempo, um período onde há um sentimento de perda de identidade e de estar “enlouquecida” por perder as referências anteriores.  Frente às intensas mudanças, a mãe precisa, aos poucos, construir o novo papel, com novas referências.

Com a fusão emocional vem a possibilidade do contato com a sombra materna, aqueles aspectos da vida emocional com os quais a mãe não pode lidar, por suas questões pessoais, e que agora podem ser sentidos, vistos, reconhecidos e servirem de caminho para o seu autodesenvolvimento.

Como mãe e bebê partilham do mesmo campo emocional, ele também entra em contato com a sombra da mãe, e a sente como sendo sua também. Expressa em si mesmo, em seu corpo, as emoções da mãe. Quando um bebê chora angustiadamente, não podemos afirmar se chora por ele ou por uma condição emocional da mãe.

O período da fusão emocional entre mãe-bebê dura em torno de nove meses, onde parece acontecer uma outra gestação, a gestação de uma nova identidade materna e de um bebê cada vez mais autônomo. Mas esse processo está relacionado a outro, que é o de “des-envolvimento” do bebê.

Na fase da fusão emocional o envolvimento é necessário para criar essa outra condição de “des-envolvido”. É a fusão que favorece esse processo.

Por outro lado, há certo desligamento natural das coisas que não são desse mundo fusional. O pai pode sentir esse momento como sendo colocado para fora dessa relação, tanto com a mãe, como com o bebê. O que de certa maneira é real, pois a fusão pertence, neste momento inicial, à relação da mãe com o bebê. O pai pode se transformar em um ser fusional com o bebê em um segundo momento. 

Assim, é natural quem ocorram todas essas modificações, tanto físicas, como emocionais e relacionais, no momento em que uma família recebe um bebê!

Todos necessitam de acolhimento, continência e tempo para acomodarem sua nova condição.
E aqueles que fazem parte da rede sistêmica e social desta nova família, também precisam ter consciência e conhecimento desta nova fase. Julgamentos e falta de um olhar íntimo para as novas dinâmicas, não ajudam e ainda podem ser determinantes na condução de situações desafiadoras e difíceis.

Fica a dica!
Por uma educação pré-natal, com consciência e amorosidade!
Grata, até a próxima!



Rosângele Monteiro Psicóloga Perinatal e Terapeuta Sistêmica de FamíliasGestantes, Pós-parto, Mãe-Bebê-FamíliaAdolescentes, Casais e FamíliasCoordenadora do Ninho Materno - Maternidade, família e infância.www.rosangeleprado.blogspot.comwww.facebook.com/NinhoMaterno

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Em comemoração ao dia das Mães...

Olá

Em comemoração ao nosso segundo dia das mães fizemos uma sessão de fotos em estúdio, dessa vez papai participou também.

E no dia das mães eu recebi um texto lindo e verdadeiro sobre a maternidade de uma mamãe dose dupla como eu, que eu não conheço pessoalmente...Mas que em uma rápida conversa pelo chat do Facebook a 2 anos atrás me passou informações sobre o médico que havia feito seu tratamento para engravidar, que era o mesmo que eu tinha procurado e me relatou que o tratamento dela havia dado certo na primeira tentativa e ela tinha um casal de gêmeos...Ali decidi que eu realmente continuaria com aquele médico....E....10 meses depois eu também tinha o meu casal de gêmeos....resultado da primeira tentativa  com sucesso!

Vamos ao texto de Cris Guerra...

Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.


Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte – mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho – alguém está?Mente quem diz que mãe sente menos dor – pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê – ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar – cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. “Como esse menino cresceu”, ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta.Já os filhos, ah… Filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa – e mais urgente.Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: “É por ali, filho, naquela direção”.



Enfim....perfeito! Eu ainda não entrei na fase de conseguir ler um livro, ou de adormecer lendo....na verdade eu nem consigo ver televisão!!! 
Eu abri mão da minha carreira e do meu negócio para ser mãe full time por dois anos, o que no começo foi um pouco frustrante....mas após alguns meses eu simplesmente não me vejo mais fazendo o que eu fazia antes...Eu realmente sou uma nova mulher...Eu me reinventei nesse ano que passou e vou ter que me reinventar no ano que vêm quando pretendo voltar ao mercado de trabalho, mãe de dois filhos que irão para a escolinha pela primeira vez, administradora do lar e esposa...


Ah...algumas fotos do nosso ensaio...







quinta-feira, 24 de abril de 2014

13 meses de muito amor


Hoje os pequenos completam 13 meses!
Faz um mês de sua festinha de aniversário e nesse mês que passou temos:

Guilhermo:

  • Guilhermo concentradíssimo e dedicadíssimo a aprender a andar, ele passa a maior parte do tempo em pé, se segurando nos móveis e nos últimos dias tem adquirido cada vez mais coragem para se soltar...quando estimulado a ir ao encontro da mamãe já arrisca 2 passinhos sozinho e se joga no colo da mamãe.
  • Tivemos também mais um episódio de bronquiolite no Guigo, e no dia 21/04 voltamos ao pronto-socorro com ele aonde passei 3 horas com ele no colo fazendo nebulizações.
  • Ainda no quesito G2 - Guilhermo...passamos parte do feriadão de páscoa na praia, adiamos em um dia nossa ida devido a febre que ele teve inesplicávelmente, acredito que seja o fato de ter 3 dentes rasgando a gengiva ao mesmo tempo que fez surgir a febre.
  • Na única noite que passamos na praia Guigo acordou gritando feito louco, não se sabe porque e assim permaneceu (gritando enlouquecidamente) por 1hora mais ou menos....Só se acalmou vendo sucessivamente o clip do pintinho amarelinho (sua música predileta desde sempre), massagens no peito e mamadeira....tudo isso junto-ao-mesmo-tempo e no colo da mamãe.
  • Suas palavrinhas são mamã, o Guiiiii, daidaidaidai...

Cecília:
  • Dá muitas risadas o tempo todo...e parecem ser as risadas do pica-pau.
  • Faz não-não com a cabeça quando não quer algo ou quando não concorda com algo....aprendeu isso sozinha...ninguém ensinou.
  • Dá tchauzinho.
  • Se interessa por livros.
  • Tem 8 dentes na boca...
  • Está com mania de fazer cocô enquanto toma banho.....vai entender...
  • Tivemos 2 noites que dormiu a noite inteira....pela primeira vez nesses 13 meses!
  • Fizemos vários posts no instagram com fotos sobre as posiçoes estranhas que Cecília pegava no sono já que na maior parte desse mês ela lutou bravamente contra o sono.
  • Chegaram dos Estados Unidos 10 bicos novos para eles e Cecília insiste em seu bico furado e na hora do desespero e do sono somente ele resolve...mamãe já não sabe mais o que fazer.
  • Suas palavrinhas são: mamã, aiaiaiaiaiaiaia
Tivemos nossa segunda páscoa, mas a primeira com a família toda junto....No ano passado estávamos na UTI.
O coelhinho trouxe cestas saudáveis com frutas e algumas guloseimas de bebê que mamãe só permite assim esporadicamente: papinhas de yogurte da nestlé e mucilon prontinho.

Esse mês também finalmente demos o passo inicial para a brinquedoteca na varanda do apartamento. ADORAMOS!! Mamãe ainda não deixou tudo pronto como é para ser, mas esperamos que até mês que vêm todas as decorações e etcs estejam ok.

Cecília e Guilhermo curtindo a brinquedoteca


terça-feira, 22 de abril de 2014

1 ano dos gêmeos

Olá
Sempre achei que com o tempo...eu teria mais tempo para escrever...Mas a verdade é que o trabalho com os bebês só muda, ele não diminui....então estou chegando a conclusão que se eu quiser realmente escrever nesse blog eu preciso de organização do meu tempo além da já organização praticamente de quartel que eu tenho com o tempo/rotina deles.

Bem...como eu li em alguns livros sobre gravidez e desenvolvimento infantil o primeiro ano do bebê (no meu caso é no plural: DOS BEBES) é realmente um marco para os pais....algo do tipo: sobrevivemos! Conseguimos! Chegamos todos sãos e salvos até aqui e claro com um misto de muito orgulho da gente mesmo e principalmente dos filhotes.

Nesse um ano nos conhecemos, aprendemos diariamente a ser pai e mãe e a ver o mundo de uma outra perspectiva...uma perspectiva com muito mais sentido diga-se de passagem. Vi que eu tinha muuuuito tempo livre e hoje me pergunto o que eu fazia com ele? Meu Deus como eu dormia... E como nossos finais de semana eram sem graça! Hehehe....realmente a maternidade muda tudo na nossa cabeça e vida.

Nosso apartamento também mudou...primeiro foi a disposição dos móveis da sala....para ficar mais ampla e livre para engatinharem...Junto também o nosso "banheiro social" virou um banheiro infantil com adesivos na parede e no box...e por último acho que a maior mudança até agora, algo meio que como um marco para a vida A.F (antes dos filhos) e D.F. (depois dos filhos), a nossa varanda, nosso cantinho especial aonde tínhamos poltronas, tapetes, decorações, toda a coleção de orquídeas do marido e que cogitamos muitas vezes transformar a churrasqueira em lareira....deixou de ser tudo isso para virar uma brinquedoteca...e quer saber? Estamos muito contentes com o resultado....com as mudanças que dois bebês trouxeram para nossa casa e principalmente nossa vida. 

Sim! É muito cansativo! Muitas vezes eu choro de cansaço ao deitar na cama...cansaço físico e psicológico....Sim, eu não tenho vida social... Ela se restringiu no primeiro ano as visitas de ajuda da minha mãe e minha sogra e também a algumas visitas de amigos do meu marido...E agora começa a voltar a existir de uma forma totalmente nova para mim: as idas a pracinha nos finais de semana, aonde encontramos pais e mães tão desesperados por sono quanto nós....e aonde algumas vezes encontrei iguais (pais de gemelares) o que nos faz até sentirmos normais....

Ao final desse um ano eu consegui muitas coisas....mas a minha culpa de mãe muitas vezes só me faz ver o que eu não fiz: fotos que não tirei...passeios que eu achava que deveria ter feito....o quanto eu deveria ter me dado mais, me entregado mais a amamentação (eu amamentei com complemento até os 6 meses deles)....Eu também gostaria de ter feito um resumo mês a mês aqui dos progressos deles....do tipo: com um mês eu firmei meu olhar em um objeto....eu dei meu primeiro sorriso com tantos meses....e eu não fiz....eu não tive tempo....e foi! Passou! E eu não poderei corrigir na próxima porque simplesmente não haverá próxima....eu já tive dois filhos de uma vez (lado negativo de ter gêmeos).

Mas o balanço é positivo e recompensador e chego muito mais madura do que jamais fui....muito mais nem aí para tantas bobaginhas do mundo....algo como: agora sou mãe, não tenho tempo para coisas pequenas....

Cecília e Guilhermo são o encontrar daquilo que eu nem sabia que buscava....ter filhos me fez ver que sou muito mais forte do que imaginava e uma coisa que eu ouço sempre: COMO TU CONSEGUES? EU TENHO UM E ME VEJO LOUCA! IMAGINA PASSAR 24H COM 2 BEBES DA MESMA IDADE....
Eu simplesmente não sei como eu consigo...a verdade é que  a gente se adapta...e o que eu sempre respondo: tem outra opção? Não tem como devolver...então vamos lá! 

E também... Eu sempre fui o tipo de pessoa que vê o copo meio cheio...

sexta-feira, 7 de março de 2014

Como descobri o método montessoriano

  Tenho uma filha grudinho. Cecília é uma bebê menina muito calma, concentrada, independente. Isso tudo durante todo o dia...A noite Cecília adora a cama da mamãe. E adora dormir literalmente coladinha na mamãe. Com ela eu me vi tendo que rever meus conceitos, aprendendo sobre cama compartilhada...O que me levou a conhecer a “Criação com Apego (attachment parenting)" e consequentemente o método montessori e o quarto montessoriano.  Isso porque na criação com apego uma das premissas adotadas por alguns é a cama compartilhada e as pessoas que adotam a criação com apego se identificam com o método montessori e quando transferem seus bebês para quarto próprio costumam fazer quartos montessorianos.
  Meus filhos dormiram sozinhos no seu bercinho desde que chegaram em casa após 18 dias de UTI e 2 dias de internação com mamãe e papai no Hospital. Para quem por 18 dias tinha que dar tchau aos filhos as 20h e voltava no outro dia as 12h ter eles em casa no quarto ao lado foi mágico, lindo e não foi nada complicado deixa-los lá no berço deles e ir para minha cama. 
 Mas após o período em que as mamadas noturnas eram obrigatórias e eu acordava os dois para tal....veio a mamada em livre demanda na parte da noite e Guilhermo logo se resolveu e dormia a noite inteira, Cecília não...está com 11 meses, quase um aninho e ainda toma sua pule na madrugada agarradinha no colinho da mamãe. 
  Depois dos 6 meses tivemos a introdução do segundo berço no quarto, na verdade foi por volta dos 7 meses... E eles estranharam dormir separados, Cecília passou a chamar mais, mas eles não cabiam mais juntos... Eu que já vinha de um cansaço acumulado de cuidar de dois bebês, me vi esgotada, cansada, com as pernas doloridas da minha maratona noturna de correr de 5 a 10 vezes por noite para colocar bico na boca....tampar...acalmar... e levei Cecília para minha cama....E achamos (eu e papai) injusto ir só Cecília e lá veio Guilhermo junto...e papai foi pro chão... Passsaram-se algumas semanas, eu super incomodada com os filhos dormindo na cama comigo, achando aquilo tudo errado, me sentindo frustrada e meu marido amando tudo! Minha mãe e minha sogra diziam que eu devia curtir e aproveitar, afinal eles eram bebês uma vez só. Isso aconteceu por volta dos 8 a 9 meses.
  Comecei a pesquisar, e descobri que isso se chama cama compartilhada uma das características/premissas da criação com apego ( coisa que eu já fazia em partes, tal como não deixar o bebê chorando no berço para dormir sozinho, acudir qualquer choro, fazer dormir com carinho, cafuné e leitinho, não negar colo entre outras coisas) e não me senti mais tão sozinha no mundo, tão frustrada, tão achando que eu ia acabar com meu casamento pois meus filhos dormiam comigo.
  Em seguida da cama compartilhada com mamãe, após Guilhermo quase cair da cama, mudamos tudo, foram os bebês pro chão e papai voltou para cama...Sem querer eu tinha um pouco do método montessoriano... Fomos assim até fevereiro, foram 3 meses de cama, quarto compartilhado e colchão no chão. Com a temporada de praia no meio que foi um capitulo a parte que merece um post falando só disso... 
  Então instalamos ar-condicionado no quarto deles e eu insisti que eles tem que dormir lá, cada um no seu berço no quarto deles....que loucura que está sendo...Cada um no seu berço, muitas andanças na madrugada...Guilhermo acordando para tomar pule na madrugada (coisa que não fazia desde os 4 meses) e Cecília chamando chorosa por toda a noite...No começo resisti bravamente....fazia-os dormir lá nos seus bercinhos com leite, carinhos, colinhos...
  Agora já fazem umas duas noites que eu cansada simplesmente levo pra minha cama....cada um a seu chamado e assim vamos, de cama compartilhada a noite toda cada vez com um...resultado: bebês felizes, mamãe e papai felizes porque estávamos sentindo falta do cheirinho deles....foi meu modo de me arranjar....de ter os dois mundos...Os berços de princesa e príncipe sendo usados e eles dormindo conosco. 
  O Método montessori entrou agora no meu mundo...descobri ele quando aceitei a tal cama compartilhada....E confesso que não vou conseguir me desfazer dos berços....Porque no quarto montessori não tem berço...Mas a boa notícia é que meus berços se transformam em mini camas e assim que as crianças andarem bem, eu pretendo transformar os berços em caminhas e aplicar um pouco mais do montessori no quarto deles. Enquanto isso não acontece, eu estou trabalhando na transformação da minha varanda em uma brinquedoteca montessori. 
  Mas afinal o que é o método montessori?
 Bem, vamos lá: A Pedagogia Montessoriana ou Método Montessori foi desenvolvida por volta de 1907, por Maria Montessori, primeira mulher da Itália diplomada em medicina. Além de médica, Maria Montessori era educadora e seu método propunha a criação de um ambiente de aprendizado mais criativo. Seu trabalho enfatiza a importância de se criar um ambiente adequado para o desenvolvimento da criança, capaz de permitir a livre expressão de suas capacidades. Em um ambiente rico e estimulante, a criança torna-se capaz de aprender sozinha por meio de suas próprias experiências, desenvolvendo-se de forma espontânea, criativa e saudável. Desta forma, Montessori acreditava que a casa não dever ser para crianças, mas das crianças, ou seja, não organizada para sua chegada, mas estruturada a partir de sua criação. Assim, quando pensamos em uma decoração montessoriana, temos que ter em mente que a proposta é fazer um quarto pensando no bebê e não para uso de adultos. Também é importante ter uma perspectiva que vai além da aparência puramente decorativa. A prioridade é a liberdade que a criança deve ter. Ponto fundamental, no desenvolvimento da criatividade. 
  Me identifiquei na parte de que a casa deve ser estruturada a partir da criação deles. MInha casa mudou muito e muda cada vez mais por eles e com eles… Eu acho tudo isso muito prático para mim que crio um ambiente propício ao desenvolvimento deles e de quebra não me estresso ficando o tempo inteiro em cima deles cuidando para que não se machuquem. 
  Poderia falar muitas coisas do método mas eu ainda o estou descobrindo, estudando, conhecendo… Então indico o Grupo no Facebook : Montessori para mamães E coloco aqui algumas  fotos de quartos montessorianos e digo, se você for grávida e conseguir desapegar do quarto de princesa e frufrus….parece ser bem recompensador pra você e seu bebê….e econômico também…



E alguns pontos chaves do quarto montessori: 
  • O mobiliário deve estar de acordo a altura da criança.
  • Brinquedos organizados em caixas e ao alcance das crianças. 
  • Colchão no chão de fácil acesso para a criança. 
  • Quadros e figuras a altura dos olhos. 
  • Espelhos para os bebês poderem reconhecer seu corpo. 
  • Tapete para a criança poder rolar e tentar exercícios de peso corporal 



E em breve fotos da minha "Brinquedoteca Montessori".... E das adaptações que já fiz e pretendo fazer na minha casa...

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sobre paciência, filhos, choros...E A VONTADE DE JOGAR PELA JANELA....

Boa Noite ... Hoje estava lendo um texto em um blog sobre maternidade e a vontade de jogar seu filho pela janela. Sim mamães acreditem em mim, ela vai existir! E você vai se sentir culpada por ela...Mas a culpa né? Ela é algo frequente na maternidade, assim como era/é suas idas ao banheiro para fazer xixi durante a gestação... Uma obstetra me disse uma vez, logo no comecinho da gravidez: "NASCE UMA MAE...NASCE A CULPA! E amiga ela vai estar contigo até a morte..." O texto você poderia ter escrito, e eu COM CERTEZA! Afinal eu tenho DOIS bebês...No final do post eu coloco o link... Quero contar a minha experiência pessoal com a vontade de jogar pela janela... Você não tem noção de como bebês recém-nascidos podem ser intensos, e sugadores de sua energia até você tê-los... Uma noite por volta dos 3 ou 4 meses dos bebês...após a mamada no peito das 20h que acontecia depois do banho, esse banho durava uma hora com troca de água para cada bebê (um dia vou fazer um post sobre a minha rotina diária com eles logo no começo e quanto tempo ela durou)...Então, voltando a mamada...após mamarem no peito por 30 minutos, os dois, um em cada peito ao mesmo tempo, eu dava mamadeira para um bebê e marido para outro...Nessa fase também minha gata mais velha de 16 anos estava literalmente definhando de um câncer mamário e eu sem conseguir nem dormir, nem comer, nem ir ao banheiro direito obviamente não conseguia parar para raciocinar e ver que estava na hora de dizer adeus (posso fazer um post sobre isso também)...pois bem, junto com todos os cuidados dos gêmeos, eu ainda tinha que passar pomadas e remédios nas feridas da Agata 3 vezes ao dia e lidar com o ciúmes da outra gata, a Joaquina, que fazia com que ela entrasse no cio semana sim semana não desde que os bebês chegaram em casa... Então eu olho pro marido e digo: eu sei como resolver tudo isso! A gente faz a eutanásia na Agata...solta a Joaquina nas ruas, e bem, a gente faz igual os Nardoni, jogamos os bebês pela janela...mas assim, como estamos no primeiro andar a gente joga com força, tipo como quicar uma bola.... Enfim nós demos risadas...colocamos G1 e G2 para arrotar, já sonolentos da intensa atividade de banho, mamada no peito, mamada na mamadeira e fomos para nossos Iphones, Ipads...



“Ser mãe é se fuder no paraíso”


Bento tinha 15 dias quando fui pela primeira vez à pediatra. Estava feliz e molenga exibindo meu rebento pelas ruas. Na consulta, ele se manteve quieto, exceto no momento em que ela tirou a sua roupa e tocou nas suas bolas. Bolinhas. Ele sempre detestou essa burocracia toda que envolve roupas. Houve uma fase (verão, obviamente) que eu evitava trocar as roupas dele, só para não contrariá-lo. Para sair do consultório fiquei 45 minutos na sala de espera dando de mamar para acalmá-lo. O que aprendi com isso? “Não se mexe com quem tá quieto.” Noutras palavras, Bento feliz, eu feliz. Bento quieto, eu imóvel.
Na volta para casa, ele veio no canguru dormindo (graças ao Senhor). Entrei na minha vila e cruzei com duas vizinhas, irmãs. Uma delas, mãe de 3 (haja coragem), me perguntou:
- Já teve vontade de jogar pela janela?
Eu ri e respondi:
- Ainda não!- eu só tinha 15 dias na condição materna, no momento com 8 meses, faz todo sentido.
-Vai ter! E é normal. Só não é normal se você jogar. Essa é a maternidade real. Você vai sentir raiva dele. Anota, pois isso não está nos livros.
Não está mesmo.
Ó bebê santo, fofo e indefeso! Sim, eles são isso tudo. Isso “tudo” é o que salva. Sua fofura e a ocitocina que foi descarregada no meu corpo durante o meu parto são as armas (do bem) que salvam Bento dos meus momentos de fúria. Amiga mãe e gestante, eu não senti, e sinto com frequência, raiva, eu senti, sinto e sentirei (inevitavelmente) fúria! Fú-ria! Sabe pelo quê? Por coisas aparentemente idiotas, mas que ilustram o lado não muito cor de rosa da maternidade. Tipo, dormir. Depois de passar 8 meses dormindo picado, você quer ouvir a Sandy cantando “Imortal não morre no final” mas não quer ouvir a voz do seu filho te chamando às 2am. Outra coisa que vai te irritar, surtos de choro quando você está tentando uma interação social. Saio com meu filho para um almoço com amigos e ele resolve ficar enjoadinho, reclamão. Você pensa, normal né? Que tipo de criança quer ficar parada? Só as doentes ou as que foram embebidas num caldeirão de maconha ao nascer. Não foi o meu caso e eu não estou reclamando, mas… Me irrita, e assumo, me ressinto pela perda da minha liberdade. Conheço mães como eu e isso me alivia. Assumimos os pesares da maternidade sem nos abster de nenhum cuidado com nossos filhos (vai ter vontade de jogar, mas não coragem, lembra?).
Num livro muito divertido sobre a história de uma mãe que tinha um bebê pesado como o meu, ela cria a seguinte imagem: ser mãe é como estar dentro de uma piscina de ondas 24horas. É exaustivo.
Vejo na mídia e nos livros, discrições do paraíso em torno da maternidade. “Ser mãe é padecer no paraíso”- a frase soa bonitinho, comportado. Quer saber mesmo o que é ser mãe? Ser mãe é se fuder no paraíso. Você experimenta o maior amor que poderia sentir, pelo ser aparentemente mais adorável que poderia existir e, por conta disso, tem que suportar todas as dificuldades para cria-lo bem. Vai ter que dar espaço para ele exibir sua personalidade e o que vai te restar é aceitação.
Outra coisa que tinham que ensinar pra gente (se tentaram me ensinar, matei essa aula) é como ter, fazer brotar, paciência. Já me peguei com o Bento chorando, segurando sua mão e emanando o ohn. Ele parou de chorar, não porque se acalmou com o mantra, mas porque achou esquisitíssimo sua mãe de olhos fechados repetindo a mesma coisa. Acho que no fundo ele sabia: “é melhor eu parar, ela está no limite, vai me colocar na cestinha.”
Existe prótese de paciência? Eu compraria.
Quando estou na piscina de ondas por muito tempo, direto com ele sem alguém para me render, entro num estado irritável muito grande. Levo ele para passear e me deparo com mães felizes na pracinha. Nada me faz mais culpada e raivosa do que mães felizes na pracinha. Começa a conversa de Alice no país da maternidade. Meu impulso é falar “Tá bom, vamos falar a verdade, tem horas que dá vontade de bater a porta e isolar a chave, num é?” Não está nos livros, nem na internet, nem na conversa das mães da pracinha, o lado negro da maternidade. Você vai querer tomar um porre. Vai querer passar o dia na Prainha, e não duas horas do melhor sol no Ipa bebê cercada de crianças que jogam areia em você. Vai querer ouvir Florence and The Machine no carro e não o novo cd do Palavra Cantada. Vamos! Assuma!
A única coisa que essas falsas expectativas fazem é gerar culpa. Saio da pracinha me sentindo odiável e com pena do Bento por me ter como mãe. Também não está nos livros, culpa é inerente à maternidade, andam de mãos dadas. Sua motivação é que você quer ser a melhoooorrr mãe do muuundo. O que não sai como o esperado, vai para sua caixinha de culpa. O problema é que culpada, você procura ser melhooorrr ainnnddaaaa, enquanto deveria ser o melhor possível, pois você também é protagonista nessa história.
Talvez, eu me sinta culpada por essas palavras (ou seria um desabafo?), mas vou me prender ao que minha vizinha me disse.
Eu não joguei pela janela.


  http://www.mulherquecorrecomlobos.com.br/coisas-de-mae/ser-mae-e-se-fuder-no-paraiso/